Orgasmo treinado?

Conheça os truques da americana que abriu clínica para ensinar mulheres a gozar melhor.

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Americana que criou o movimento Slow Sex e abriu clínica para ensinar mulheres a gozar mais (e melhor) conta em livro o passo a passo de sua técnica.

Os EUA têm uma nova "sex diva", como foi chamada pelo The New York Times a californiana Nicole Daedone, 43 anos. Para começar, ela fundou o movimento Slow Sex, que nada tem a ver com uma campanha "antirrapidinhas". "O que sugiro é que as pessoas façam sexo sem medir o tempo. A duração pouco importa", explica Nicole à Tpm.

A partir do movimento, surgiu a ideia de criar uma empresa que oferecesse treinos de orgasmo para as mulheres. É o que faz a One Taste, em San Francisco, onde há cursos tanto individuais como para casais (nos individuais, os parceiros se conhecem na hora).

A técnica de Nicole se chama Orgasmic Meditation (ou só OM) e, segundo praticantes, é uma espécie de pilates do sexo. Uma das principais técnicas é uma massagem feita pelo homem na mulher: ele acaricia por 15 minutos a região esquerda acima do clitóris.

A ideia básica, similar ao sexo tântrico, é prolongar as sensações do orgasmo. "A mulher goza com sensações diversas que vão dos ínfimos arrepios aos picos mais potentes", explica Nicole, que conta ter descoberto esse orgasmo potencializado depois de ir para a cama com um homem recém-conhecido – e extremamente empenhado.

No Brasil, há um lugar similar à One Taste – o Centro de Desenvolvimento Integrado Metamorfose, com vários tipos de massagens tântricas. Quem já experimentou afirma ter aprendido a sentir orgasmos com muito mais intensidade. "Você acha que durante toda a sua vida sentiu prazer, aí de repente descobre que nunca tinha sentido nada", conta a massagista ayurvédica Heloisa Hahn, 59 anos, que frequenta o Metamorfose há três. Ela ressalta a importância de quebrar o tabu de tocar e de ser tocada por um homem desconhecido – "é uma troca maravilhosa" – e diz que o sexo fica "muito mais prazeroso".

Quem se interessar pelo assunto pode começar anotando uma dica que Nicole considera preciosa: mulheres, deixem de lado o vibrador. "O orgasmo feminino é muito mais rico do que um ápice. O que o vibrador faz, com toda a sua velocidade e pressão, é dessensibilizar o clitóris", acredita. Mais dicas estão no livro Slow Sex – The Art and Craft of the Female Orgasm (A Arte e o Ofício do Orgasmo Feminino), lançado em maio, mas apenas em inglês. "Estamos em busca de uma editora brasileira para lançar o livro em português", avisa Nicole.

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